A DRE ganha categorias definidas
Todas as receitas e despesas passam a ser classificadas em cinco categorias — operacional, investimento, financiamento, impostos e operações descontinuadas —, com critérios uniformes entre as companhias.
O que muda
O IFRS 18 substitui o IAS 1 e não altera quanto sua empresa lucra. Altera como esse resultado é organizado, apresentado e comparado pelo mercado — em três frentes principais.
Todas as receitas e despesas passam a ser classificadas em cinco categorias — operacional, investimento, financiamento, impostos e operações descontinuadas —, com critérios uniformes entre as companhias.
O lucro operacional e o lucro antes de financiamento e impostos tornam-se subtotais obrigatórios e padronizados: os indicadores que bancos, investidores e compradores analisarão primeiro.
Métricas definidas pela administração, como o EBITDA ajustado, passam a ser divulgadas em nota específica, com definição clara e reconciliação com os números oficiais.
A demonstração do resultado
Hoje cada empresa define seus próprios subtotais, o que dificulta a comparação entre companhias. Com o IFRS 18, a estrutura passa a ser a mesma para todas — e os números que o mercado usa para precificar seu negócio ganham definição única.
O caminho de uma métrica gerencial sob o IFRS 18
EBITDA ajustado, lucro recorrente, resultado normalizado: métricas usadas em releases e apresentações a investidores.
Por ser um subtotal de receitas e despesas comunicado publicamente para expressar a visão da administração sobre o desempenho.
Com definição do cálculo, reconciliação com o subtotal oficial mais próximo e explicação de mudanças de critério.
Sujeita a auditoriaContagem regressiva
Faltam
Aplicável aos exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com adoção antecipada permitida e aplicação retrospectiva: o primeiro reporte exigirá os comparativos de 2026 no novo formato.
Quem e quando
A mudança alcança todas as empresas que reportam em IFRS, de todos os setores: subsidiárias de grupos internacionais, companhias auditadas, grupos em consolidação, empresas com métricas gerenciais relevantes e organizações em processo de captação, venda ou abertura de capital.
Diagnóstico, desenho da nova DRE, ajustes de plano de contas e sistemas, e a construção dos números comparativos que o primeiro reporte exigirá.
Primeiro exercício sob o IFRS 18, com fechamentos e demonstrações intermediárias já no novo formato.
Primeiro ciclo anual completo publicado e auditado no novo padrão, com o mercado comparando sua empresa às demais.
Insight Cosmos · IFRS 18 nas transações
Em fusões e aquisições, o preço e as cláusulas contratuais são construídos sobre números da demonstração do resultado. Quando a referência muda, a negociação também muda — para quem compra, para quem vende e para quem financia a operação.
Negócios do middle market são precificados, na prática, por múltiplos de resultado, como EV/EBITDA. Com categorias padronizadas e um lucro operacional de definição única, a comparação entre alvos e comparáveis torna-se mais transparente, e ajustes antes analisados caso a caso passam a estar reconciliados em nota.
Earn-outs e ajustes de preço frequentemente são vinculados a lucro operacional ou EBITDA. Contratos assinados antes de 2027 e apurados depois podem ter a base de cálculo alterada pelas novas categorias. É essencial definir contratualmente qual referência normativa prevalece, prevenindo disputas futuras.
Financiamentos de aquisição carregam covenants baseados em EBITDA, EBIT e dívida líquida sobre EBITDA. Com a recomposição do lucro operacional, indicadores podem se alterar sem qualquer mudança na economia do negócio. Antecipar a conversa com credores evita renegociações sob pressão ou descumprimentos técnicos.
Um alvo com comparativos de 2026 preparados, MPMs inventariadas e DRE desenhada no novo padrão reduz fricção na diligência e fortalece a tese de valor perante investidores — inclusive na preparação para abertura de capital ou captação, quando a disciplina sobre métricas pesa na credibilidade.
Como a Cosmos apoia
Uma mesma equipe multidisciplinar conduz as duas fases do projeto, com condução direta de profissionais seniores e entregáveis objetivos ao final de cada etapa.
Relatório de diagnóstico com sumário executivo, mapa de aderência ao IFRS 18, esforço estimado e plano de ação proposto, acompanhado do de-para do plano de contas para o novo formato.
Execução do plano de ação construído no diagnóstico, organizada em quatro frentes de trabalho integradas — demonstrações financeiras, MPMs e governança, divulgações e notas, processos e controles — e conduzida em seis etapas junto às suas equipes.
Minuta revisada e guia de agregação das informações.
Processos redesenhados e matriz de controles revisada.
Política das métricas e manual de metodologias.
Capacitação das equipes de contabilidade, FP&A e reporte.
Primeiro fechamento no novo formato, com testes e validação.
Transferência de conhecimento e conclusão formal.
Nova estrutura da DRE e modelo de demonstrações financeiras atualizado, reconciliações entre os números oficiais e as MPMs com política de governança, minuta de notas explicativas, checklist de fechamento e matriz de controles revisada. Ao final, um ambiente IFRS 18 implementado: demonstrações aderentes à norma, MPMs documentadas e processo de fechamento preparado para a aplicação recorrente.
Para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027. Como os números do exercício anterior precisam ser reapresentados no novo formato, os comparativos de 2026 também são afetados — na prática, a preparação começa antes de 2027.
Sim. A norma substitui a IAS 1 na apresentação das demonstrações contábeis. O reconhecimento e a mensuração dos itens não mudam: o que muda é como o resultado é estruturado e divulgado.
As receitas e despesas passam a ser classificadas em categorias definidas pela norma, e dois subtotais tornam-se obrigatórios: o resultado operacional e o resultado antes de financiamento e tributos sobre o lucro. Hoje cada empresa define seus próprios subtotais, o que dificulta a comparação entre companhias.
Sim, mas com disciplina. As chamadas métricas definidas pela administração passam a exigir divulgação em nota específica, com reconciliação ao subtotal previsto na norma e explicação de como são calculadas.
Sim. Preço, cláusulas de earn-out e covenants costumam ser construídos sobre números da demonstração do resultado. Quando a referência muda, a base de negociação muda junto — por isso vale revisar contratos e modelos antes da transição.
Pelo diagnóstico: mapear como o resultado é apresentado hoje, identificar quais subtotais e métricas serão afetados e avaliar o impacto em sistemas, contratos e comunicação com investidores. É exatamente o ponto de partida da pré-avaliação gratuita desta página.
Pré-avaliação gratuita
Responda cinco perguntas rápidas. Com base nelas, um profissional sênior da prática contábil retornará com uma pré-avaliação do seu nível de exposição ao IFRS 18 e dos próximos passos, sem compromisso.
Material informativo elaborado pela Cosmos Advisors com base no IFRS 18 (IASB). Não substitui a leitura da norma nem aconselhamento profissional específico. O IFRS 18 aplica-se a exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com adoção antecipada permitida e aplicação retrospectiva.